Olá, amigos, como estão?
Eu tava checando meus emails e recebi um email da lista Theotokos, a qual eu faço parte.
Esse texto é muito bom porque mostra algo que sinceramente eu não conhecia. É impressionante como nosso governo não faz questão nenhuma de proporcionar o bem estar do povo. É impressionante como eles preferem brigar pela legalização do genocídio infantil, do que admitir que não está nada bem, que as brigas pela cpmf são só parte de toda a gangrena que toma conta do alto escalão. Me indigna, saber que eu não tenho forças além de linhas escritas, que, em parte, sou tão culpado ou até pior, por não denunciar, que é a vocação primeira do profeta, juntamente com o anúncio do Evangelho. Esse post que se segue é de uma senhora que simplesmente revolucionou a alimentação de nossas crianças. A Multimistura é política pública em 15 países. Mas nós como pioneiros, criadores, revolucionários, fazemos pouco caso e preferimos pagar caro pelo que é de fora e industrializado. Vejam o texto e percebam o que eu falo.
A cena foi comovente.
O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de “multimistura”. Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão.
Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. “O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura”, lamenta Clara.
Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. “Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo”, ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 – período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.
Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: “Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca”, compara Clara.

Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.
Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no governo a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble . “É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada”, ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. “A multimistura ajudou muito”, diz. “Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.
” ISTO É” procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. “O multimistura é um programa que não existe mais”, limitou-se a informar a assessoria de imprensa.

Eu aprendi muito com C.Clara.
A multimistura é o melhor complemento alimentar para todos
Devemos levantar essa bandeira, pois já salvou e salva muitas crianças. Os pobres vão sempre precisar deste milagre.
Coragem Clara estamos com voce.
POIS ENTÃO PESSOAL. Tudo o que aconteceu, conforme dito na materia acima, somente serviu para que a Dra. Clara Brandão fosse processada e definitivamente expulsa do Ministério da Saúde. Ou seja neste país, quem tem o poder na mão, nada faz por quem precisa. Será quando veremos as coisas naturais e alimentos sem agrotoxicos serem implementadas no Serviço publico?
Quem puder contribuir com a oficialidade da MULTIMISTURA no Serviço publico entre em contato com a PIONEIRA ELA QUE DESCOBRIU A 30 ANOS E 18 PAÍSES A UTILIZAM E NOSSO BRASIL FICANDO DE FORA MAIS UMA VEZ. clarabrandao1@gmail.com