“Quão admirável é o filho que é recebido em casa com um caloroso abraço de seu pai, que já o aguardava”.
Essa é a frase que me resume no momento. Vou aqui em breves linhas, tentar encapsular o que senti depois que retornei a Santa Missa. Sobre o que aconteceu no tempo em que não estava indo a Santa Missa, é assunto para uma partilha em um post futuro.
Na verdade, o Senhor é pai e nos aguarda
Fico pensando…
Quase 1 ano sem ir a Santa Missa e TODOS os domingos, Ele me esperava la e eu furava com ele. Eu fico imaginando Jesus no altar olhando pras portas da igreja me procurando pra ver se eu estava la, ao menos pra dar um oi. Mas eu num ia. Imagino Ele tendo preparado tudo aquilo pra mim, eu sendo o convidado dele, e passei quase 1 ano furando com Ele. Mas o mais legal é que quando eu fui, eu pude notar a alegria dEle ao me receber e um detalhe importantíssimo… Ele não fez NENHUMA pergunta sobre o ano que passei longe. Ele simplesmente me abraçou.
Quente, demorado, apertado, amoroso, quebrando minhas defesas, destruindo minhas barreiras. Eu então me ajoelhei diante da ministra, coloquei meus braços pra tras e O recebi na minha boca, que antes foi usada pro pecado, pra maldição. Ali era depositado o rei do mundo, o Redentor, o Santo. Eu era a manjedoura de novo.
E então, me senti em casa!
Sabe no que consiste você acolher alguém? Em fazer com que ele sinta como se nunca tivesse partido! Glória a Deus! E assim o Espírito revela o que Ele quer fazer a você também. Imagine a pobre madalena, de quase apedrejada até a morte, a acolhida pelo rei do mundo. Alguém que ela nunca viu antes, no máximo ouviu falar, a olhou que de um jeito que ninguém jamais olhou. Sem julgamento, apesar de ser o único capaz de fazê-lo.
Mas Ele a ergueu. No sacrário Ele te espera, armou tudo, até inventou pretextos pra te ver. Como no primeiro encontro. Jesus está ansioso, até diria, se fosse possível, um pouco nervoso, pq o coração dEle arde quando pensa em você, como se Ele não visse a hora de você cruzar por aquelas portas e se ajoelhar perante a Sua Misericórdia.
Ele assim te espera, com um único objetivo: te dar uma parcela a mais dEle mesmo.
Abraço apertado, pecado apagado, inimido derrotado, homem transformado!
Eu que achava que tinha muito, me vi sem nada e então me vi com O Tudo.
E Ele mais uma vez me ensina que o bom não é ter formação, não é ser doutor, não é conhecer, o bom é saber que você é conhecido por Ele. O resto é importante, mas vem como consequência. E como diz Santa Tereza d’Ávila: Deus é e basta!
Sabe de uma coisa…
Intimidade, essa é a palavra.
Tiramos a roupa na frente dos outros mas não rasgamos o coração aos pés do Senhor. Falamos de tudo o que tem de mais sujo dentro de nós para outras pessoas e não temos coragem de dizer palavras dôces a Ele. Triste sina essa nossa.
Quero isso agora. Me derramar, me rasgar. Se sou bruto, grosso, que o Senhor me dê tolerancia, paciência, dulcilidade. Se sou arrogante, que o Senhor me dê humildade. Se sou incotinente, que o Senhor me dê castidade. Pois tudo dEle vem. De mim mesmo só o pecado. A única coisa que é genuinamente minha e que não veio primeiramente dEle é o pecado, então se é só isso que eu tenho, é isso que eu entrego a Ele.
E me lanço do jeito que sou e do jeito que estou, buscando as alturas porque independente de qualquer coisa, sou Águia, eu não estou delimitado por muros ou coisa assim, eu quero é voar, tocar os céu com minhas asas, olhar firme pra ver de longe minhas presas, que são almas para Deus!
Tornar a cair? É possivel, talvez até provável. Mas é o Senhor quem me dará a força para continuar. Sua Misericórdia me erguerá!
Amém.
Contando com suas orações,
Paulo Silva





