Paulo Silva

Misericórdia e Paz!

Dá-me a têmpera dos mártires!

Oh meu Senhor. Quão minha vida é superficial. Quanto tenho que aprender com teus santos, grandes modelos para mim. Ensina-me, Senhor, estudando a vida dos santos, analisando-os, e muito mais urgentemente, imitando-os, a, como tão maravilhosamente bem disse São Tomás de Aquino, ao receber a grande graça da Tua santa e libertadora presença, quando Tu dissestes que ele poderia pedir qualquer coisa, “Só quero a Ti, Senhor, pois só Tu me bastas”.

Ensina-me, oh Deus, a não desviar meus passos, nem para a direita, nem para a esquerda. O quão preciso de Ti, Senhor. Como bem diz São Pio de Pietrelcina, “Ficai comigo, Senhor, para que eu não caia tantas vezes, pois bem sabes o quão pobrezinha é minha alma, mas quanto ela te deseja a Ti”. Isso te peço, disso necessito. Minha alma necessita de Ti, pois grande é o fardo que carrego, grandes são os ataques que sofro, mas muito maiores são as alegrias que me dás, ainda que em meio a sofrimentos. Deus é e basta! Nisso, tua grande serva Santa Teresa d’Ávila nos enche de consolo e alegria, ao nos mostrar a suficiência do Teu amor, desbravando, desfazendo todas as trevas em meu coração. Só Tu és a cura! Só Tu és a libertação! Amo-vos e sempre vens me mostrar o quanto me amas.

Deste-nos estes grandes exemplos, dos santos, dos mártires aos doutores, cada um como uma grande e certeira seta apontando para Ti. Deste-nos Tua grande Mãe, Maria Santíssima, cuja simplicidade e humildade fazem os demônios tremerem. Deste-nos Teu pai nutrício, o gloriosíssimo São José, modelo de honestidade, silêncio penetrante e obediência aos Teus desígnios. Não fala uma única palavra nas Escrituras, mas seus atos o precederam. Falar para que? Deste-nos uma Igreja, una, santa, magistral, linda, mãe. A Igreja, acolhedora como sempre, me acolhe em minha insignificância de criança, de pequenino.

Sim, sou criança, balbucio minha pequena oração, como uma criança tenta falar palavras que mal conhece. Mas quero ser uma criança em Teu santo e adorável colo, Jesus, de modo que Tu venhas consolar-me a alma. Minha alma necessita de teus carinhos. Oh Amado, muitas e muitas linhas jamais resumirão o que existe em meu coração com relação a Ti. Ainda que ninguém jamais leia o poema que existe em meu coração, a Ti é permitido, porque é para Ti o mais doce dos meus manjares, ou seja, do meu coração, pequeno, frágil, terreno, pecaminoso, por vezes sujo, mas que sente falta de se abrir a Ti, a Tua graça santificante. Deste-nos os sacramentos para isso. Sacramento significam duas coisas: uma prévia do céu e um retorno para casa. Dá-me provar de tuas delícias, as mesmas que o grande evangelizador, ao qual sou impressionado admirador, São Paulo, diz que nem olhos viram e nem ouvidos ouviram.

Muitas palavras? Nunca! O Senhor merece cada centímetro da minha alma e nada que eu possa escrever resumirá meu coração, no que existe de mais profundo e íntimo.

Te amo, meu Senhor, por tudo que és, que foi e que será.

Amém!

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Jesus Sacramentado, certeza do céu

Jesus Sacramentado, certeza do céuOlá, irmão. Sábado, dia 24/03, teremos adoração ao Santíssimo Sacramento no Grupo de Oração São José. Você está precisando de alguma graça especial? Vamos juntos nos derramar aos pés do Senhor, primeiramente para adorá-Lo como e por quem Ele é, e então colher as graças que vem sobre nós descendo do seu altar. Jesus Sacramentado, certeza do céu. Jesus Sacramentado, nosso Deus amado. Seja amado e adorado, tu que és digno de todo louvor, toda adoração, com todas as forças do nosso coração. Adoremos! Pela manhã, pela tarde, pela noite, pela madrugada, como se não houvesse amanhã. Porque sem Ti não há amanhã. Sem Ti não há esperança para nós, pecadores, pequenos, fracos, débeis, deficientes.

Iremos adorar o Senhor no véu do sacramento, pela própria adoração, porque amamos o Senhor e não pelos milagres. Não são os milagres de Deus que devem nos atrair, mas primeiramente, o Deus dos milagres. Ele sim, merece ser amado. Ele sim, merece nosso louvor, nossa adoração. nosso amor, nossa atenção, merece ser o alvo dos nossos pensamentos. Já pensou a enorme adoração que daríamos, se parássemos de perder tempo com quem não merece para adorar o Senhor no véu do sacramento? Passaríamos muitas e muitas horas em frente ao sacrário, para a glória de Deus.

Então eu convido a todos a elevar o pensamento, transcender o coração e enfeita-lo para se apresentar ao Senhor. O Grupo de Oração São José abre as portas para você, que precisa dos milagres, mas que precisa infinitamente mais, do Senhor dos milagres. Adoremos, clamemos, amemos, a começar de agora, até a eternidade, pelos séculos dos séculos, amém.

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Meu São José

São José, ora pro nobis

São José, ora pro nobis

Ele chegou de mansinho, sorrateiro, com a humildade que sempre marcou seus passos. Aguardou tanto tempo por isso. Numa hora, éramos completamente superficiais em seu conhecimento, na outra, éramos seus devotos e confiávamos a ele a intercessão pelas nossas graças particulares. Este é São José na minha vida. Sempre soube da sua importância, mas confesso que era um tanto paralelo à sua grandiosidade. Num dia, estávamos sem rumo, sem nome, sem identidade, no outro éramos São José, o Grupo de Oração São José. “Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais, mas meu Deus olhou pra mim e me escolheu pra ser pai do filho Seu…”. A estas palavras nós tentávamos demonstrar a alegria que tínhamos ao receber de Deus a proteção de São José, de modo que em um momento, ninguém acreditaria e no outro, ele parecia já fazer parte de nossas vidas desde sempre. Este é São José na minha vida. Simples, trabalhador, incansável, amável, glorioso, pai. São palavras mais que justas a ele, que tanto cuidou do filho de Deus, dando a própria vida. Na Sagrada Família, se encontra atrás, mas não por ser excluído, mas pela missão que lhe foi confiada de proteger o Santo Menino e sua Santa Mãe. Eu hoje percebo São José como sempre, mas como nunca. Ele nos trouxe amigos fantásticos. Quem iria imaginar que depois de um dia de retiro e convivência, um nome que nunca havia sido citado ou cogitado, seria escolhido por Deus para nos encaminhar, orientar e direcionar? Quem poderia imaginar, já que dentre todos os citados, este nem era, a princípio, uma opção. Como, senão por milagre e intervenção divina, alguém passa uma hora inteira rezando com a bíblia nas mãos, nos vem sem uma opção de nome para o grupo, mas nos fala muito da oração a São José, tanto que nós decidimos colocar o nome do glorioso patriarca para “cumprir tabela”, e no fim, estávamos cantando e louvando a Deus como se todos soubessem desde sempre que São José seria o nome perfeito para nós? Este é São José na minha vida. Então, com graça já alcançada, ainda digo para muitos, que nunca se ouviu dizer que alguém pedisse socorro a ele e ele não ajudasse. E você, já pediu com fé a sua graça particular hoje?

Valei-nos São José

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Misericórdia e Paz!

Santíssimo Sacramento

Quando digo Misericórdia e Paz, o que faço é muito mais que uma saudação ou uma despedida, é uma oração inteira que elevo a Deus por você. Quando digo Misericórdia, peço a Deus que derrame sobre você a Sua misericórdia, insondável a homens e anjos, capaz de mudar toda uma situação, curar as feridas, libertar do mal, transformar toda a sua vida. Assumir esta misericórdia é assumir a nova condição que Deus quer pra você: a de filho muito amado e que faz tudo para ver o Pai felliz. É um convite que o Senhor lhe faz, a deixar tudo o que tem, sem olhar pra tras e seguí-Lo, ou seja, deixar sua antiga vida para assumir esta nova condição.

A Paz, que excede toda inteligência. É o que todos procuram, mas a paz inquieta é o que teremos. A paz de Jesus, é entender que eu estou em consonância com o chamado que me foi dado, mas ao mesmo tempo, estou pronto a dar a vida, se preciso, pela minha fé. Esta paz que o Senhor quer te dar, não a ausência total de problemas ou aborrecimentos, porque é inevitável que tenhamos problemas, e são justamente os problemas e as provações que te fortalecem, pois o ouro se prova no fogo. Quando o ouro vai a uma temperatura certa, ele entra em ebulição e se livra dos metais e das impurezas. Você também, exposto ao fogo do Espírito Santo, aos poucos, vai chegando ao ponto certo e vai se largando das suas impurezas. Esta é a paz que Deus quer pra você, não quer te transformar numa “mosca morta”, inoperante, mas no contrário, numa pessoa consciência da fé que tem, que move montanhas, que te faz sair do lugar e ser aquilo que Deus te chamou a ser.

Portanto, Misericórdia e Paz a você, no mais completo sentido. Amém!

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Em defesa do primado de São Pedro

Segue a resposta a uma afirmação de que o apóstolo não ligava ou desligava nada no céu, simplesmente anunciava, feita no facebook. Aguardo os comentários :)

Quer dizer então que Pedro não tinha poder de ligar e desligar? Ok, vamos la…
Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu. (São Mateus 18,18)

Na sua bíblia então deve ter:

Em verdade te digo: tudo o que o céu ligar, anuncie sobre a terra e tudo o que o céu desligar, também anuncie sobre a terra.

A função do apóstolo, seja ele quem for, nunca foi somente a de anunciar, um conceito muito básico de anúncio e denúncia já caberia aqui. Mas vamos mais além…

A função primordial do apóstolo é ser testemunha da ressurreição (At 1, 22b). A começar daí, temos visivelmente uma hierarquia na Igreja, coluna e sustentáculo da Verdade (I Tm 10,15) recém nascida, ou seja, Pedro, Tiago e João eram conhecido como os Colunas (Gal 2, 9). Destes, Pedro foi tido como o príncipe de todos os apóstolos.

Para falar de ligação ou não, precisaremos antes falar sobre o primado de Pedro e o dogma da Infabilidade Papal.

Ao contrário do que as pessoas de má-fé ou os sem conhecimento acham, o Papa só é infalível quando se pronuncia ex-catedra (solenemente) sobre algum ponto de DOUTRINA ou DE FÉ. O católico tem a garantia (dada pelo próprio Jesus) de que, nestes casos (E SOMENTE NESTES) o Pastor Universal da Igreja não pode errar. Mas, em tudo mais, o papa é tão falível e pecador quanto qualquer outro mortal. Resumindo, para um bom entendedor, infabilidade é completamente diferente de impecabilidade.

O comportamento de Pedro era mais forte e mais importante do que toda a doutrina paulina e do que todos os decretos conciliares. O simples comportamento de Pedro estava arrastando a Igreja de Antioquia e convencendo-a daquilo em que falhara convencê-la o próprio São Tiago. O comportamento de Pedro valia mais do que Paulo, Tiago e o Concílio (de Jerusalém) juntos!!! Veja, por exemplo, Gl 2, 11-14, quando a limitada interpretação protestante diz que São Paulo derruba o dogma da infabilidade, sendo que o confirma.

Se São Pedro não tivesse autoridade acima de todos os outros apóstolos, como poderia ele obrigar os gentios a viverem como judeus (Gl 2, 14b – tradução protestante do Almeida).

O primado de Pedro é amplamente aceito e confirmado pelos primeiros cristãos. Abaixo cito um texto de Santo Agostinho (354-430) (com grifos meus):

Sermões 295,2: Entre estes (apóstolos) somente Pedro mereceu representar toda a Igreja (não só a parte que pretensamente lhe cabia como apóstolo). Por causa desta representação da Igreja, que somente ele conduziu, mereceu escutar “Eu te darei as chaves do reino dos Céus”.

Vamos recordar este versículo, para que fique bem mais claro:

Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. (São Mateus 16,19)

Ou seja, eu TE darei (não diz eu VOS darei, era uma palavra direta a São Pedro) as CHAVES do reino. TUDO o que ligares na terra será ligado nos céus. Interessante isso. Imagine o tamanho da responsabilidade. Será que Jesus correria o risco de entregar a Igreja nas mãos de alguém que poderia tomar uma decisão (e aqui, entenda-se uma palavra ex-catedra) errada e por a perder toda a Igreja e uma multidão de almas? E imagina se ele desligasse algo que não fosse realmente para ser desligado? Logo, percebemos que a autoridade petrina está sob a inspiração direta do Espírito Santo, o que garante que TUDO o que o papa afirma ex-catedra é infalível, ou seja, livre de erros de fé e doutrina. Mas se o amigo acha que ele somente anunciava o que o céu determinava, acredito que a minha bíblia teria sido adulterada, já que este é um argumento largamente usado pelos protestantes e não seria novidade nenhuma.

Para terminar meu longo texto, Jesus disse: amai-vos uns aos outros. Mas esquecem sempre da outra parte do verso: Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. (São João 13,34)

Primeiro, isso é um MANDAMENTO, uma ordem, não existe opção. Segundo, Ele diz COMO EU VOS TENHO AMADO, ou seja, Jesus corrigia os erros, admoestava, exortava e não ficava chamando todo mundo de lindo e maravilhoso, passando a mão na cabeça de ninguém. Pelo contrário, como mostra a passagem de Jo 2, 15.

Poderia falar dos testemunhos dos cristãos dos séculos, I, II e III (que com toda certeza viveram a fé bem melhor que eu e que atestam tudo isso que falei e muito mais).

Então, faço minhas as palavras de D. Héctor Aguer. Não entrei neste debate até que pararam de falar pessoalmente e começassem os argumentos concretos.

“A religião católica contém a Verdade total revelada por Deus e não dizemos isso com arrogância nem para desafiar ninguém. Não podemos diminuir esta afirmação” (Dom Héctor Aguer)

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Oração de um pecador

Senhor, eis que estou aqui na madrugada. Me lembro, Senhor, o quanto tu gostavas de levantar de madrugada para rezar. Bem, eu não me levantei, nem consegui dormir. Senhor, eu tenho feito da minha vida um grande caminho para longe de ti. Sinto cada dia meu coração mais longe de Ti. Senhor, tenho mergulhado em meus próprios problemas, feito, pensado, falado e agido de modos e maneiras que tu não gostas. Tenho vivido o oposto do que tu queres e desejas pra mim. Há muito deixei de ser o que fui e o que devo ser. Tenho sido irresponsável para comigo e com os que me destes. Tenho feito pouco caso da Tua justiça, abusado da Tua misericórdia. Tenho rejeitado Tua sagrada face, ignorado e, terrivelmente, tenho sido indiferente ao Teu Corpo e Sangue no altar. Tenho relaxado e achado que uma hora o Senhor me atrairá. Mas de minha parte, nada é feito. Este sou eu hoje, Jesus. Miséria em pessoa. Alguém que te conhece, que não tem desculpa para isso, que não pode simplesmetne por tudo pra debaixo do tapete. Sim, Jesus, eu estou colocando tudo pra baixo dos tapetes do meu coração. Tenho posado de santo, quando na verdade tenho feito o trabalho que o inimigo quer. Esse sou eu hoje, Jesus. Coração aquebrantado, acostumado ao pecado, achando que não sou digno de Ti, e realmente não sou, mas sei que tu me queres mesmo assim.

Mas Senhor, estou aqui! Mesmo sem te sentir como antes, mas hoje te percebo mais. No meu pecado, te percebo lutando por mim. Na minha fraqueza, tenho sentido Tua misericórdia, que só virá sobre mim na minha permissão e livre escolha. Agora sim, eu vejo em cada situação pecaminosa, eu percebo que tu estás comigo. Não te entendo, Jesus, sinceramente, já desisti de tentar te entender. Conversando com pessoas, Tu te mostras.

Eu tenho em mim muito amor, sei que tenho, nunca tive dúvida. Sei que tenho o Senhor comigo, tenho certeza. Só que estou quebrado, mas sei que tu és o oleiro que pode me consertar. Senhor, não permita que essas sejam palavras ao vento, soltas em um mar virtual que talvez ninguém lerá, mas que o Senhor vê cada tecla. Vê meu coração, Senhor. Me acolhe, Senhor, me cura, me liberta, dá-me a graça de voltar pra Tua casa, de novo. Sim, Jesus, eu que já fui e já voltei tantas vezes, eu que te esqueço e me lembro tantas vezes, sem esquecer. Dá-me a graça de poder olhar pra ti de novo com olhar de filho, não esse olhar de pecador desprezível. Deixa com que eu me achegue novamente ao teu trono de graça e encontre misericórdia. Ah, a tua misericórdia. Como é maravilhosa. Tantos momentos exposto à Tua misericórdia e eu ainda necessito dEla como se fosse a primeira vez. Transborda meu ser com esta mesma misericórdia, a mesma que derramas diariamente sobre Teu povo.

Senhor, eis-me aqui! Estou aqui de peito aberto, digitando linhas limitadas, mas o meu coração tem tudo, todos os segredos que não abro, que estão a muitas chaves, eis que abro agora para Ti, só por Ti. Sim, Jesus, encaminhei muitos para Ti, mas também desgarrei outros. Sei que está escrito no livro da minha vida tudo isso. Peço e rezo por eles também, Senhor. Vejo que algumas letras de músicas rodeiam minha mente, como suave perfume e briza leve. É muito bom te sentir de novo, Senhor, estar em Tua presença. Sei que estás aqui, e me impressiona o quanto me amas, sem que eu mereça. Me impressiona, já que não consigo mensurar as medidas desse amor misericordioso. Adianta querer medir? Não. Não existe essa possibilidade aos homens. Ainda que eu falasse a língua dos anjos, santos, pecadores ou dos quem nem te conhecem e vivem na ignorância, ainda que eu não fale língua nenhuma e o silêncio tome meu coração e o faça um lugar reservado para mim e para Ti, somente. Ainda que quisesse te ver face a face, ainda que meu orgulho o tempo todo me espreite, que eu tenha que sucumbir aos seus caprixos, sei que não preciso temer nada.

Estou aqui! Essas são as palavras do meu coração, é isso que quero te falar, isso que quero derramar aos teus santos e adoráveis pés. Toca com Tuas chagas na minha vida e me cura. Lava-me com um ramo da tua insondável misericórdia e ficarei limpo. Branqueia as vestes do meu coração com teu sangue santíssimo e preciosíssimo. Tu me destes os anjos, os santos, uma mãe santíssima, uma Igreja maravilhosa, uma esposa, filha, amigos, talentos e eu, o que faço com essa riquiza? Pérolas aos porcos? Talvez, mas não precisa ser pra sempre.

Pra terminar, só tenho mais uma coisa a te dizer: sinceramente, te amo!

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Santo Atanásio

Olá. Saudades de todos. Faz muito muito tempo que não posto, estava completamente sem tempo (e ainda estou), mas fui lembrado por amigos que o apostolado, ainda mais nestes tempos que vivemos, não pode parar. Então iremos dar início a uma série sobre patrística e patrologia, assim como biografias de santos padres.

Pra começar, iremos ver Santo Atanásio, um dos grandes heróis da Igreja contra as heresias, principalmente contra o arianismo. O texto é relativamente grande, mas vale muito à pena ler, pois não se trata de uma biografia, fala sobre uma parte da história da Igreja.

Segue o texto:

Santo Atanásio (295-373) foi simultaneamente o Bispo mais amado e o mais odiado e perseguido do seu tempo. Para os seus defensores, Atanásio era a garantia da ortodoxia católica, o salvador da Fé, um autêntico sucessor dos Apóstolos; para os seus adversários, Atanásio era um orgulhoso, teimoso, intransigente, rebelde, insolente inimigo da paz e da concórdia entre os cristãos.

As perseguições pagãs

Desde o ano 33 houve perseguições contra a Igreja. Primeiro pelos judeus, depois pelos pagãos. Desde o ano 64, até ao 311, no Império Romano, que se estendia sobre três continentes – Europa, África e Ásia – ser cristão era digno da pena de morte, por proibição legal. Estalaram perseguições sangrentas, por vezes locais, outras vezes gerais. Milhares de cristãos: papas, bispos, sacerdotes e fiéis, depois de terem sofrido as mais espantosas privações e torturas, morreram mártires. Milhares de confessores padeceram as calúnias, a confiscação de todos os seus bens, o desterro, a fome, a sede e os trabalhos forçados. Houve também quedas lamentáveis e, inclusive, apostasias. São Cipriano reconhece-o. Foi uma luta de três séculos entre a Igreja Católica e as forças das trevas, que se serviam dos cultos pagãos, dos governos romano e persa e das seitas supostamente cristãs, que já então pervertiam a Bíblia.

Nesse tempo, a Igreja cumpriu a sua missão pregando e defendendo a pureza da fé, custasse o que custasse. Não quis dialogar com os hereges nem com as autoridades pagãs que propunham o “diálogo inter-religioso”, com condição de colocar Cristo no mesmo nível dos ídolos Júpiter, Apolo, Mitra e os falsos profetas.

De 303 a 311, os Imperadores Diocleciano e Galério quiseram acabar com o Cristianismo, declarando guerra total contra a Igreja. O sangue cristão foi derramado a jorros.(1) Mas Cristo triunfou pelos seus mártires. “As perseguições causaram efeito contrário ao que prosseguiam os seus instigadores. A Igreja desenvolvia-se com o sangue dos mártires.” (2)

O triunfo do Cristianismo

Em 311, Galério, muito doente, deu-se conta, por experiência própria, do poder divino de Cristo, e reconheceu, pela primeira vez, a existência legal do Cristianismo.(3) Em 313, os Imperadores Constantino e seu cunhado e colega Licínio, deram liberdade à Igreja.

Em 324, Constantino é o único Imperador. Declara-se protetor da Igreja; manda construir basílicas em Roma, Constantinopla, Jerusalém; começa a cristianizar o Direito; declara o Domingo festa principal da semana; favorece o clero e a cristianização do Império. Será batizado antes de morrer, em 337.

* * *

Para salvar a fé na divindade de Cristo, Santo Atanásio sofreu calúnias, juízos iníquos, perigo de morte, cinco desterros durante 17 anos, ódios de muitos bispos e dos imperadores filiados à heresia, e finalmente a “excomunhão” pelo Papa Libério.(4) Contudo a Igreja proclamou-o santo, Padre da Igreja, Doutor e salvador da fé católica. A história reconhece que, sem a resistência e os sofrimentos heróicos de Santo Atanásio e dos seus companheiros bispos e sacerdotes, assim como do povo fiel, a fé católica teria naufragado no século IV. Naufrágio fomentado, favorecido e imposto ao povo católico por alguns teólogos, bispos e sacerdotes, intrigantes e racionalistas, que haviam tomado o poder na Igreja. Esses intrigantes, que representavam a Igreja oficial, utilizavam sem nenhum escrúpulo o poder do Direito Eclesiástico e Civil para perseguir os católicos fiéis e corromper a fé na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A história de Santo Atanásio e da sua época ensina-nos que uma crise da fé pode ser provocada por alguns bispos que formem um “poderoso partido moderno” detentor do poder na Igreja. Prova, também, que lutar contra as autoridades oficiais para preservar a fé da contaminação legal, é necessário e meritório.

Parte II

A heresia de Ario antes do Concílio de Nicéia

Mal havia terminado a mais intensa e prolongada das perseguições à Igreja (303-311), quando as forças das trevas mudaram de tática e atacaram a fé mediante a heresia. Ataque mais perigoso, porque, desta vez, os destruidores da fé serão bispos e sacerdotes.

Ario (260-336), influente pároco de Alexandria, no Egito, deu início a uma heresia que negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. O herege dizia que Cristo era a primeira das criaturas de Deus e, como todas as demais, tirada do nada. Por ser a primeira criatura, chamava-se-Lhe Filho de Deus, mas não Deus verdadeiro igual ao Pai. Era uma criatura divinizada, mediante a Qual Deus criou as demais coisas, inclusive o Espírito Santo. Com essa blasfêmia, Ario destruía completamente a fé católica. “Atacava a verdadeira natureza do Cristianismo, ao atribuir a Redenção a um deus que não era verdadeiro Deus e que, por isso mesmo, era incapaz de redimir a humanidade. Assim, despojava a fé do seu caráter essencial.” (5)

A Igreja condena a heresia

No ano de 318, Ario começava a provocar muitas discussões por causa da sua heresia, que apresentava nos seus sermões como doutrina da Igreja.

Santo Alexandre, Bispo de Alexandria (312-328), apoiado pelo seu diácono e secretário Santo Atanásio, em um sínodo de mais de cem bispos, realizado em 319, condenou a heresia de Ario como uma inovação contrária à tradição católica. A fé católica sempre afirmou: “Cristo é o Filho de Deus feito Homem para nos salvar, Cristo é consubstancial ao Pai, quer dizer, da mesma substância que o Pai. Deus é Uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo”.

Ario rebelou-se, então, abertamente, caluniou o seu bispo e começou a propagar a sua heresia por todos os meios, e a pedir ajuda aos seus companheiros de estudos já bispos, em oposição com as regras eclesiásticas. Santo Alexandre teve que excomungar Ario e os seus partidários: dois bispos, oito sacerdotes e dez diáconos. Foi tomada essa forte medida para conjurar um grave perigo contra a fé. Ario recebeu apoio dentro e fora do Egito. Dentro apoiaram-no os seus amigos e muitas monjas seduzidas pela ciência e pela vida, aparentemente mortificada, do orgulhoso sacerdote. Fora, vários bispos seus amigos, como Eusébio de Nicomédia e Eusébio de Cesaréia, tomaram a defesa da sua heresia e propagaram-na, mas com mais astúcia, para não assustar os incautos.

Uma rede de hereges dentro da Igreja

Eusébio de Nicomédia era um poderoso prelado pela sua influência sobre Constância, irmã de Constantino, pela sua habilidade política e ambição. Para ter mais poder na Igreja, e apesar das regras eclesiásticas, tinha-se feito transferir do Bispado de Beirute para o de Nicomédia (Turquia), então capital imperial. Depois, fez-se nomear Patriarca de Constantinopla, troçando dos cânones da Igreja que ele mesmo havia assinado.

Rapidamente formou-se em favor de Ario uma poderosa aliança, que provocou um incêndio devastador em todo o Oriente do Império Romano. Os membros da rede ariana escreviam, tratavam de ganhar influência e amigos entre os bispos e governantes, e conseguiam-no. A sua ação gerava grande desordem na Igreja.

A resposta católica

Santo Alexandre e o seu secretário também escreviam para advertir os bispos da situação real do herege. Os Patriarcas de Antioquia, terceira Sé da Cristandade, e de Jerusalém, apoiavam Alexandre. Mas a desordem fomentada pelos arianos crescia e debilitava a posição da Igreja perante os pagãos e judeus. Constantino, preocupado com a desordem, enviou a Alexandria Ósio, Bispo de Córdova (Espanha). Ósio apoiou Santo Alexandre, mas não logrou pacificar os espíritos. Ante semelhante incêndio, grandes medidas eram necessárias.

Parte III
(Continuação)

O Concílio de Nicéia em 325

No ano de 325, para apagar o incêndio provocado pelos hereges e conservar a paz e a ordem pública, Constantino convocou para a cidade de Nicéia o primeiro concílio de toda a catolicidade. No Concílio, a heresia foi condenada com horror pelos representantes do Papa Silvestre e por uns 300 bispos, menos dois. A fé na divindade de Cristo, sempre crida, foi novamente proclamada: Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus igual e consubstancial ao Pai, ou seja, é Deus tendo a mesma substância divina que o Pai (Dz. 125). Ario e os seus cúmplices repeliram o Símbolo da Fé redigido no Concílio. Constantino desterrou-os.

A subversão ariana depois de Nicéia

Com a proclamação do Símbolo de Nicéia, tudo deveria entrar na ordem. Mas o intrigante Eusébio de Nicomédia, se bem que tivesse sido desterrado durante uns tempos por apoiar Ario, logrou conservar a heresia e perturbar todo o mundo cristão, durante meio século no Império Romano, e durante vários séculos fora do Império, através dos povos bárbaros convertidos pelo bispo ariano Ulfilas (311-383).

Com o apoio de seus amigos, ou por convicção ariana, ou por não ter entendido bem a fórmula consubstancial, o astuto Eusébio difundiu o semi-arianismo, cheio de ambigüidades que favoreciam a heresia. Agiu de tal modo que Constantino anistiou Ario em 327. No ano seguinte, Atanásio foi eleito bispo patriarca de Alexandria.

Enquanto Atanásio tratava de pôr ordem na Igreja do Egito, Ario, anistiado, queria regressar ao Egito. O bispo recusou-se a entrar em comunhão com ele, como queria Constantino. Os arianos de fora (os dois Eusébios e os egípcios hereges e cismáticos) começaram a difamar o santo e seus companheiros que guardavam a pureza da fé. Nos anos de 333 e 334, trataram, sem êxito, mediante sínodos, condenar Atanásio. Mas em 335, já queriam sua cabeça a todo custo e, de fato, lograram obter do Imperador o seu desterro na Alemanha.

Morte de Ario em 336

Por ordem de Constantino, enganado, Ario tinha de ser recebido na comunhão católica, desta vez em Constantinopla. O arcebispo, ameaçado de desterro, pediu ajuda ao Céu, orando e jejuando, para preservar a fé de tal contaminação. Deus atendeu sua oração. Na véspera de sua entrada triunfal na Igreja Católica, Ario morreu no banho, de morte repentina e vergonhosa.

Triunfo do arianismo (337-381)

Todavia, a morte do herege não afetou muito o seu partido, porque o chefe real da seita era o bispo Eusébio de Nicomédia.

Depois da morte de Constantino em 337, os “católicos oficiais”, hereges de fato, puderam converter Constâncio, filho de Constantino, à sua seita, e com o apoio do Imperador, expulsar os bispos católicos, tomando seu lugar. Em grande parte da Igreja Católica, desde 335 até 381, os hereges tinham conseguido tomar posse dos templos, basílicas, catedrais e conventos.

Por exemplo, Constantinopla estava nas mãos dos arianos desde o ano 351. A pequena comunidade católica sob o mando de São Gregório Nazianzeno (330-390), durante os anos 378-380, celebrava Missa numa casa particular transformada em capela.

A meta dos arianos era tomar o poder da Igreja por dentro e impor a sua “fé ariana” a toda a cristandade. O próprio Papa Libério foi desterrado durante dois anos, até que assinasse uma fórmula de fé ambígua e excomungasse Santo Atanásio (Dz. 138). Os bispos católicos, os sacerdotes e fiéis importantes, foram maltratados, sobretudo caluniados como se fossem malfeitores e, finalmente, desterrados. Para ocupar o lugar dos bispos católicos desterrados, nomeavam-se sistematicamente bispos arianos ou semi-arianos (hoje dir-se-ia conservadores!), para não afugentar o povo que, todavia, guardava a fé católica. Os costumes cristãos pervertiam-se por culpa dos novos bispos, que eram indignos.

Em muitos lugares, os pagãos e os judeus apoiavam os “católicos oficiais”, quer dizer, os hereges. Os bispos e imperadores arianos – Constâncio e Valente – perseguiam os verdadeiros católicos, que eram considerados como cismáticos, orgulhosos, “faltando à caridade, à obediência, à comunhão eclesiástica”, e perturbadores da paz na Igreja. A única falta dos supostos cismáticos era não aceitar umas fórmulas de compromisso, fórmulas ambíguas, fruto das novidades heréticas que punham em perigo a fé católica.

A heresia apoderando-se do governo civil e religioso, tornada justiça e verdugo, atuou sem piedade contra os verdadeiros católicos. Utilizou todos os meios para destruir a fé católica no homoousios (consubstancial), definido em Nicéia. Ameaças, calúnias, mentiras, falsos testemunhos, ilegalidades, violação dos cânones e regras da Igreja: tudo isso foi utilizado contra Santo Atanásio, contra seus amigos e contra os fiéis. Mas Deus não abandona nunca nem a sua Igreja, nem os confessores da fé. Nos tempos de crise, sempre há santos varões, escolhidos por Deus, que se levantam para proclamar integralmente a fé católica, sofrer por ela e salvá-la das garras da heresia que, despudoradamente, se proclama “ortodoxia católica”. Santo Atanásio foi o maior destes homens de Deus.

Parte IV

SANTO ATANÁSIO, PROTAGONISTA DA RESISTÊNCIA CATÓLICA E ALVO DOS ARIANOS

No século IV, a fé católica conheceu o maior perigo da sua existência. O sacerdote Ario, apoiado por bispos poderosos, negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta heresia, apesar de ter sido condenada no Concílio de Nicéia (dogmático) em 325, pôde apoderar-se dos maiores bispados da Cristandade, e submeter por algum tempo o Papa Libério. Alguns bispos, “excomungados” pela seita ocupante da Igreja, salvaram a fé católica. Os condenados de ontem – Atanásio, Hilário, Eusébio de Verselli e Eustáquio – são hoje santos e os seus poderosos inimigos – teólogos em voga no seu tempo – foram declarados destruidores da fé.

OS ARIANOS

Os arianos, que formavam um poderoso partido dentro da Igreja, utilizavam todos os meios (ameaças, calúnias, injustiças, crimes, leis da Igreja e do Estado) para desterrar os bispos católicos. Em poucos anos, apoderaram-se dos maiores bispados do Oriente. Só restava o Egito. O perigo era grande. Fazia falta um santo para o enfrentar.

SANTO ATANÁSIO (295-373)

Esse santo era Atanásio, jovem bispo de 33 anos que, para salvar a fé católica, lutou durante 45 anos contra os “bispos oficiais” e quatro Imperadores.

SUA FORMAÇÃO

Atanásio nasceu cerca de 295 em Alexandria do Egito. Recebeu, no seio da Igreja, uma sólida formação em filosofia e teologia. Em breve a vida ascética o atraiu para junto de Santo Antão Abade. Tendo-o descoberto, Santo Alexandre ordenou-o diácono e nomeou-o secretário episcopal, por volta do ano de 318.

Desde o início da crise, Atanásio opôs-se com energia à heresia que se apresentava como doutrina católica. Acompanhou seu bispo ao Concílio de Nicéia em 325, durante o qual esteve ativo nos bastidores como teólogo. Depois do Concílio foi o salvador da fé católica.

PATRIARCA

Em 328, apesar da sua pouca idade, foi eleito e consagrado Arcebispo e Patriarca de Alexandria, que era a segunda Sé da Cristandade. Atanásio tinha já fama de defensor intransigente da fé contra as inovações verbais destinadas a modificar a fé de Nicéia.

Os poucos bispos arianos que estiveram no Concílio, tinham assinado os decretos para não serem condenados como hereges. Mas esperavam a oportunidade para anular a doutrina de Nicéia. Quando se apresentou a ocasião, mediante a calúnia e a injustiça, destituíram os bispos das cidades importantes e tomaram seu lugar. Depois, concentraram todas as suas forças contra Atanásio, que “era o defensor mais temido de Nicéia, e por isso, era necessário eliminá-lo” (6) para triunfar em todo o Oriente, antes de atacar o Ocidente.

SUA PERSONALIDADE

“A figura de Atanásio apresentava alguns caracteres que nos permitem descrevê-lo como um homem tremendamente enérgico e firme, que soube pôr essas qualidades do seu caráter ao serviço da verdade católica. Dos seus escritos desprende-se força e vigor; jamais recuará perante o adversário, mas, antes pelo contrário, cresce diante dele e emprega todos os recursos necessários para fazer triunfar a verdade, expressa na fé de Nicéia.(…) Quando se vê envolto em polêmica em que a fé está em jogo, é um adversário temível.

“Todavia, dizer isto não é dizer tudo; Quasten, na sua Patrologia, assinala como ‘apesar da sua irreconciliável hostilidade com o erro, e não obstante o valor com que lhe fazia frente, possuía a qualidade, rara em semelhante caráter, de ser capaz, ainda que no mais árduo combate, de usar de tolerância e moderação com os que se tinham desencaminhado de boa fé’. Por outro lado, se bem que seja certo que nos seus escritos polêmicos faça gala, com freqüência, de uma força por vezes agressiva, a leitura serena das suas obras revela um homem de grande humanidade, um verdadeiro pastor, cujo principal defeito é, para desgraça de seus inimigos, a sua intransigência com o erro.

“Há outro traço que não queremos deixar de assinalar, é a sua abnegação total, o enorme autodomínio que exercitou durante toda sua vida e que contribuiu decisivamente para forjar a sua personalidade de santo. Se com alguém foi violento, foi sobretudo consigo mesmo; os desmedidos ataques que sofreu durante toda a sua vida, tanto da parte dos seus irmãos no episcopado como da autoridade civil, não serviram para o fazer dobrar no seu empenho de servir a Igreja de Cristo: a sua fidelidade valeu-lhe passar quase vinte anos afastado, pela força, do exercício do seu ministério. O amor à verdade pôde mais que toda a violência sofrida diretamente no seu corpo, pelo que passou à História como Pai da Ortodoxia e Coluna da Igreja”, que “extraía a sua força de uma contemplação assídua”, disse São Gregório Nazianzeno.

UM CONCÍLIO CONDENA O SANTO: 1º DESTERRO (335-337)

Os chefes do partido ariano, que queriam a cabeça de Atanásio, juntaram-se em 335 no Concílio de Tiro (Líbano), com alguns bispos católicos intoxicados pelas calúnias arianas. A presença dos católicos manipulados, era mais uma segurança para o êxito da operação antiatanasiana.

Os acusadores eram egípcios cismáticos, e os juízes eram os arianos e os seus títeres católicos. Quando Santo Atanásio chegou ao Concílio com 49 bispos egípcios, foi admitido como acusado e os seus companheiros foram repelidos “por não terem sido formalmente convocados”.

Acusavam Atanásio dos seguintes crimes políticos e religiosos:
• querer esfaimar os da capital, guardando no Egito o trigo destinado a Constantinopla;
• quebrar o cálice e destruir o altar de Isquiras, um sacerdote cismático;
• matar o Bispo Arsênio e fazer magia com o seu cadáver. Como prova, os arianos mostravam ao Concílio as mãos cortadas e secas de Arsênio; etc.

Acerca do cálice e do altar, as autoridades civis e o próprio Isquiras reconheceram a inocência de Atanásio. O suposto defunto foi descoberto e apresentado ao Concílio com as suas duas mãos.

Mas não importavam as provas de Atanásio, posto que a sua condenação estava decretada. O Santo, insultado pelo povo fanatizado e diante da injustiça episcopal, fugiu (porque o porto e os caminhos estavam guardados pelos arianos) e dirigiu-se a Constantinopla para pedir justiça a Constantino.

Entretanto, Eusébio de Nicomédia enviou ao Egito bispos do seu partido para um novo “inquérito”. Ali, os testemunhos oculares e favoráveis a Atanásio foram recusados. Depois do “inquérito”, Atanásio foi condenado pelo Concílio “segundo os cânones”.

Após muitas insistências do Santo, Constantino chamou bispos “juízes” à capital para um novo julgamento. Diante de Constantino, os hereges apresentaram unicamente acusações políticas, e lograram fazer condenar o Santo e desterrá-lo para Tréveris (Alemanha).

O Concílio de Tiro foi qualificado de “bandidagem”. Com habilidade, os arianos lograram acusar e condenar Atanásio, com base num plano puramente disciplinar. Nunca se atreveram a atacá-lo em nenhuma questão dogmática.
Este “julgamento” perseguirá Atanásio durante toda sua vida e várias vezes será desterrado por causa deste iníquo julgamento.(7)

FIM DO 1º DESTERRO (337)

Com a morte de Constantino, em 337, os seus três filhos, Constantino II, Constante e Constâncio, repartiram o Império e decidiram o regresso dos desterrados. Atanásio regressou como triunfador. Santo Antão saiu do deserto para ir a Alexandria apoiar Atanásio. Os bispos egípcios também apoiaram Atanásio no Concílio de 338, anulando a condenação de Tiro, confirmando a posição católica e escrevendo ao Papa São Júlio (337-352) e a todos os bispos da Igreja Católica. Em pouco tempo, Atanásio transformou outra vez o Egito em um baluarte da fé católica.

Mas o intrigante Eusébio queria a todo custo afastar Atanásio de Alexandria e controlar todo o Oriente. Enviou uma delegação a Roma com os documentos do Concílio de Tiro, para acusar Atanásio e reconhecer Pisto, um ariano, como bispo de Alexandria. Atanásio também enviou a Roma uma delegação, para se defender. Em um debate contraditório na presença do Papa Júlio, os emissários arianos foram vencidos pelos de Atanásio. Depois da sua derrota em Roma, os arianos apoderaram-se do espírito de Constâncio, que governava o Oriente, e condenaram Atanásio em 339, no Concílio de Antioquia.

2º DESTERRO: ROMA (339-346)

Em Antioquia, os arianos sagraram como bispo Gregório da Capadócia, e enviaram-no para Alexandria, para que tomasse o lugar de Atanásio, que tinha sido “condenado”. Supondo que a decisão da “bandidagem” de Tiro fosse justa, as regras da Igreja exigiam que o clero e o povo de Alexandria e os bispos do Egito elegessem o sucessor de Atanásio, e não os arianos de fora. Gregório foi considerado pelos católicos como intruso. Quando entrou em Alexandria, teve que ser acompanhado pelo exército. Só os poucos arianos, judeus e pagãos o aclamaram. Durante vários dias houve motins, com feridos e mortos. O governador teve que arrancar as igrejas, uma por uma, das mãos dos católicos “atanasianos” e pô-las à disposição do intruso. Atanásio, antes de ir para o desterro, escreveu uma carta a todos os bispos católicos, dizendo-lhes: “ ‘Aqui está a comédia que Eusébio representa! Aqui está a intriga que ele urdia desde há muito tempo, que ele logrou fazer triunfar, graças às calúnias com que assedia o Imperador. Mas isto não lhe basta; quer a minha cabeça; trata de assustar os meus amigos, através de ameaças de desterro e de morte. O que não é razão para me dobrar perante a iniqüidade; pelo contrário, devo defender-me e protestar contra as monstruosidades de que sou vítima.

“Se, enquanto residis na vossa igreja e governais o vosso povo de maneira impecável, de repente vos chegasse um sucessor, por ordem expressa – suportá-lo-íeis vós? Não vos indignaria? Não gritaríeis vingança? Bom! Eis que chegou o momento de vos sublevardes, por medo de que, pelo vosso silêncio, este mal se estenda em pouco tempo a todas as igrejas, e que as nossas cátedras de doutrina se transformem em objeto de tráfico e comércio.’

“Santo Atanásio não se equivocava: tinha visto e denunciara o autor responsável por estas façanhas, o personagem eclesiástico mais influente de então: Eusébio de Nicomédia.”(8)

Santo Atanásio logrou iludir a vigilância dos seus adversários, e foi para Roma. Ali encontrou muitos bispos desterrados; deu a conhecer aos romanos a vida dos padres do deserto, implantando na Europa a vida monástica.

SANTO ATANÁSIO REABILITADO

Os eusebianos tinham pedido a convocação de um Concílio. Mas, quando abriu o Concílio de Roma, em 340, não quiseram participar, porque não o podiam manipular. No Concílio, foram analisados os documentos da “bandidagem” de Tiro, e Atanásio apresentou a sua defesa. “Deram-se conta que a sua deposição foi o resultado de uma odiosa maquinação e que a eleição do seu sucessor tinha sido feita com desprezo de todas as regras canônicas.” (9) O Concílio anulou as decisões do “Concílio” de Tiro, reabilitou Atanásio e os demais bispos, vítimas da raiva herética. Contudo, Atanásio não pôde regressar ao Egito senão em 346.

A VINGANÇA DE EUSÉBIO

Eusébio que, violando os cânones da Igreja, se havia apoderado em 339 da Sé de Constantinopla, considerava-se como Papa do Oriente. Organizou também um Concílio em Antioquia, em 341, e fez condenar Atanásio pela terceira vez.

Os bispos do partido de Eusébio não suportavam ser tratados de arianos. Eram semiarianos, ou seja, conservadores manipulados pelos hereges arianos. Na sua nova profissão de fé, repeliam com cuidado os “exageros” de Ario, mas também as fórmulas católicas. Redigiam símbolos de fé, mas com vocabulário bíblico e ambíguo. Diziam verdades católicas, mas não com o vocabulário católico, que fechava o caminho para a heresia.

ATANÁSIO REABILITADO: CONCÍLIO DE SÁRDICA (342-343)

Em 343 morreu Eusébio de Nicomédia, chefe da seita ocupante da Igreja do Oriente. Sob a influência do Papa Júlio e do Imperador do Ocidente, Constante, Constâncio aceitou a reunião de um Concílio em Sárdica (Sofia). Quando os bispos arianos e os manipuladores viram Atanásio no Concílio, foram para Filipólis fazer outro concílio, excomungando Atanásio, o Papa Júlio e os demais bispos.

O Concílio de Sárdica voltou a promulgar o Símbolo de Nicéia e a reabilitar Santo Atanásio, que pôde regressar ao Egito somente em 346. A sua entrada solene em Alexandria teve todo o aspecto de apoteose. A cidade inteira, todos os bispos do Egito e os monges se colocaram em bloco a seu lado.

De 346 a 356, Santo Atanásio pôde reorganizar a cristandade do Egito, escrever muito e enviar missionários à Etiópia. Quando Constâncio ficou como único Imperador, os arianos lograram desterrar Santo Atanásio e, inclusive, conseguiram tomar o poder em toda a Igreja, a ponto de obrigar o Papa Libério a excomungá-lo, em 357.

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Saudosistas do futuro que se anuncia!

Olá, pessoal. Hoje trago a todos um belíssimo texto de Dom Henrique de Aracajú/SE. Vale muito à pena ler e meditar.

Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju/SE

Já escutei algumas vezes os incomodados com os jovens que desejam a grande Tradição da Igreja e rejeitam o tanto de secularização e desmantelo em que nos encontramos, particularmente no tocante à liturgia, à doutrina e à moral. Irritados, rotulam esses jovens como alienados, clericais, reacionários, autoritários… Ridicularizando, esses incomodados acusam esses jovens de terem saudade do que não viveram…

Pois eu digo: eles estão cansados de tanta secularização, de tanta ideologia liberal, de tanto relativismo, de tanta falta de piedade, de tanto relativismo… Eles não são saudosistas: têm saudade daquilo que está no seu DNA: a verdadeira fé católica, o verdadeiro espírito católico, as verdadeiras atitudes de um católico! Já Paulo VI constatava com imensa tristeza que um tipo de mentalidade não católica havia entrado na Igreja católica após o Vaticano II… Somente quem perdeu o sentido da Tradição e desconheça o que seja o (sensus fidei) ou o sensus fidelium (sentido dos fieis) pode apelar para um argumento tão raso quanto este, de chamar saudosista do que não viveu aos jovens que trazem no seu DNA espiritual dois mil anos de vida cristã!

É bom que estejamos bem atentos: se tantos jovens – padres e seminaristas ou leigos – desejam mais retidão, coerência doutrinal, disciplina e seriedade nas coisas da Igreja é porque a ideologia do espírito do Concílio (que pouco ou nada tem a ver com a letra do Concílio!) fracassou e está devastando a Igreja: ao invés de uma primavera, colocou-nos num triste e frio inverno….

Mas, o Concílio Vaticano II ainda será sim uma primavera na Igreja, quando, levadas pelo vento as folhas secas do “espírito do Concílio”, despontarem os brotos de uma vivência do Vaticano II no sulco da grande Tradição da Igreja, como o Santo Padre Bento XVI – e todos os Papa pós-conciliares – tanto deseja! Esses jovens incômodos e esses movimentos críticos da bagunça aí presente que são sinais efetivos desse despertar! O DNA católico está vivo; nunca morrerá!

Escrito por Dom Henrique Soares da Costa às 13h56 de 28/08/2010

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Meu retorno

“Quão admirável é o filho que é recebido em casa com um caloroso abraço de seu pai, que já o aguardava”.

Essa é a frase que me resume no momento. Vou aqui em breves linhas, tentar encapsular o que senti depois que retornei a Santa Missa. Sobre o que aconteceu no tempo em que não estava indo a Santa Missa, é assunto para uma partilha em um post futuro.

Na verdade, o Senhor é pai e nos aguarda

Fico pensando…

Quase 1 ano sem ir a Santa Missa e TODOS os domingos, Ele me esperava la e eu furava com ele. Eu fico imaginando Jesus no altar olhando pras portas da igreja me procurando pra ver se eu estava la, ao menos pra dar um oi. Mas eu num ia. Imagino Ele tendo preparado tudo aquilo pra mim, eu sendo o convidado dele, e passei quase 1 ano furando com Ele. Mas o mais legal é que quando eu fui, eu pude notar a alegria dEle ao me receber e um detalhe importantíssimo… Ele não fez NENHUMA pergunta sobre o ano que passei longe. Ele simplesmente me abraçou.

Quente, demorado, apertado, amoroso, quebrando minhas defesas, destruindo minhas barreiras. Eu então me ajoelhei diante da ministra, coloquei meus braços pra tras e O recebi na minha boca, que antes foi usada pro pecado, pra maldição. Ali era depositado o rei do mundo, o Redentor, o Santo. Eu era a manjedoura de novo.

E então, me senti em casa!

Sabe no que consiste você acolher alguém? Em fazer com que ele sinta como se nunca tivesse partido! Glória a Deus! E assim o Espírito revela o que Ele quer fazer a você também. Imagine a pobre madalena, de quase apedrejada até a morte, a acolhida pelo rei do mundo. Alguém que ela nunca viu antes, no máximo ouviu falar, a olhou que de um jeito que ninguém jamais olhou. Sem julgamento, apesar de ser o único capaz de fazê-lo.

Mas Ele a ergueu. No sacrário Ele te espera, armou tudo, até inventou pretextos pra te ver. Como no primeiro encontro. Jesus está ansioso, até diria, se fosse possível, um pouco nervoso, pq o coração dEle arde quando pensa em você, como se Ele não visse a hora de você cruzar por aquelas portas e se ajoelhar perante a Sua Misericórdia.

Ele assim te espera, com um único objetivo: te dar uma parcela a mais dEle mesmo.

Abraço apertado, pecado apagado, inimido derrotado, homem transformado!

Eu que achava que tinha muito, me vi sem nada e então me vi com O Tudo.

E Ele mais uma vez me ensina que o bom não é ter formação, não é ser doutor, não é conhecer, o bom é saber que você é conhecido por Ele. O resto é importante, mas vem como consequência. E como diz Santa Tereza d’Ávila: Deus é e basta!

Sabe de uma coisa…

Intimidade, essa é a palavra.

Tiramos a roupa na frente dos outros mas não rasgamos o coração aos pés do Senhor. Falamos de tudo o que tem de mais sujo dentro de nós para outras pessoas e não temos coragem de dizer palavras dôces a Ele. Triste sina essa nossa.

Quero isso agora. Me derramar, me rasgar. Se sou bruto, grosso, que o Senhor me dê tolerancia, paciência, dulcilidade. Se sou arrogante, que o Senhor me dê humildade. Se sou incotinente, que o Senhor me dê castidade. Pois tudo dEle vem. De mim mesmo só o pecado. A única coisa que é genuinamente minha e que não veio primeiramente dEle é o pecado, então se é só isso que eu tenho, é isso que eu entrego a Ele.

E me lanço do jeito que sou e do jeito que estou, buscando as alturas porque independente de qualquer coisa, sou Águia, eu não estou delimitado por muros ou coisa assim, eu quero é voar, tocar os céu com minhas asas, olhar firme pra ver de longe minhas presas, que são almas para Deus!

Tornar a cair? É possivel, talvez até provável. Mas é o Senhor quem me dará a força para continuar. Sua Misericórdia me erguerá!

Amém.

Contando com suas orações,

Paulo Silva

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Afinal, quem é culpado?

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Fala, povo santo. A Paz de Jesus!

Estamos iniciando hoje (06/02/2008) a Campanha da Fraternidade, campanha há varios anos sendo promovida pela nossa querida CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), neste ano com o tema: “Fraternidade e Defesa da Vida”, tendo como lema: “Escolhe, pois, a vida”.

Parabenizo, aqui, a CNBB pela coragem em abordar um tema atual e ao mesmo tempo polêmico como é o aborto, principalmente se você está do lado pró-vida. Sim, porque o apelo ao assassinato de crianças é algo forte e explícito no mundo.

Pois bem, a mesma CNBB não explicou muito bem como o dito DVD da Verbos Filmes, que tinha a logomarca da CNBB, tinha uma palavra da D. Dulce “Abortista” Xavier. O secretário geral da CNBB pediu que todos as copias do DVD fossem recolhidas. Postura, na minha opinião, até obrigatória, mas não muito satisfatória. Não era nem para existir um DVD assim brotando do seio da Igreja. O que me incomoda, é que dentro da própria Igreja, tantos leigos, e até religiosos são a favor dessa prática abominável diante dos olhos de Deus.

Mas afinal de contas, quem é culpado?

Acho que estão querendo, uns direta, outros indiretamente, jogar a culpa no próprio Deus. Sim, porque Deus ainda manda seus filhos para um mundo tão difícil de se co-habitar? Por que, então, Deus não simplesmente pára de tecê-los, parando assim, com a necessidade de se abortar? É isso que está acontecendo, matam as nossas crianças, mas acho que a maior vítima da chassina é o próprio Deus. O mundo vem tentando abortar Deus há muito tempo. Tentando, há todo custo, tirar a ideia de que Deus é Pai, é amor e é Misericórdia, acredito que por causa do medo de um outro atributo forte de Deus: Justiça!!!

Na minha humilde, porém sincera opinião, uma mulher, que embora seja muito nova, sabe muito bem o que acontece com ela se for numa “clínica clandestina de abortos clandestinos”, sabe que vai lá exatamente pra tirar aquilo que incomoda, aquilo que é indesejavel. Por qual razão alguém iria numa clínica como essa? Então, não me venha com essa mentira de que o aborto preserva a mulher, que “vamos legalizar para que não haja mais mortes de mulheres indefesas nos açougues do Brasil”. Isso tudo é uma grande MENTIRA inventada pelo príncipe deste mundo (Jo 14,30). É inconcebível que nossa Igreja tenha tanta infiltração de fantoches de satanás, como a sra. Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora da “Pastoral da Mulher Marginalizada” (PMM), citando que é preciso preservar as mulheres, principalmente as prostitutas, que por exercerem essa profissão (??) precisa dispor dessa “ferramenta” chamada aborto de vez em quando e que se diz humanista e cristã.

As imagens de crianças mortas, brutalmente mutiladas e assassinadas por açougueiros não impressionam mais, assim como também as figuras de pessoas com vários tipos de problemas de saúde nos maços de cigarro não fazem diferença nenhuma para os fumantes. Sejamos realistas, SOMENTE o amor de Deus e a força de Sua Palavra pra mudar essa situação. Mas será que querem que seja mudada? Fica o questionamento no ar.

Também começamos hoje a quaresma, um tempo em que a Igreja nos convida a olhar pra dentro de nós mesmos e reconhecer que sem Deus não somos nada, que sem Sua Infinita e Insondável Misericórdia não temos futuro. A Santa e ÚNICA IGREJA DE CRISTO, a Igreja Católica Apostólica Romana, nos convida a dar a Deus o Seu devido lugar em nossas vidas. Católico que é católico de verdade, não pode ter opiniões ambíguas, não pode ser escravo da mídia formadora de ‘retardados mentais’, não pode ser contra o Corpo Místico de Cristo (I Cor 12,27) que é a própria Igreja. É inadimissível que Jesus seja ultrajado e humilhado por membros de Seu próprio corpo, com heresias modernas de abortistas e relativistas. Leigos, ACORDEM e se manifestem contra essa cultura da Nova Era, que nos oprime cada vez mais.

Afinal, no fim das contas, quem é verdadeiramente, o culpado?

Quem tem ouvidos para ouvir, use-os para tal e ouça!!!

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